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Hereditário (2018), direção e roteiro de Ari Aster

  O peso do luto e a transformação do horror em Hereditário Davi Citatin Hereditário , dirigido por Ari Aster, é um dos filmes mais importantes do terror contemporâneo. Muito além de provocar sustos, a obra utiliza o horror como ferramenta para explorar temas como luto, culpa, relações familiares e traumas, construindo uma experiência emocionalmente desgastante e extremamente envolvente. Desde os primeiros minutos, fica evidente que o foco principal não está na ameaça sobrenatural, mas na deterioração psicológica de uma família marcada por perdas sucessivas. O maior mérito do filme está justamente na forma como desenvolve esse drama familiar. O roteiro constrói seus conflitos de maneira gradual, permitindo que cada personagem reaja ao sofrimento de forma distinta e convincente. Essa construção faz com que o espectador não enxergue apenas uma família vivendo acontecimentos extraordinários, mas pessoas comuns tentando lidar com circunstâncias emocionalmente insuportáveis. É essa prox...

Vidas Passadas (2023), direção e roteiro de Celine Song

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 Apresentação de Maria Luiza Salvador, Luiza Cardoso, Melissa Prado e Ana Horst

Edifício Master (2002), dirigido por Eduardo Coutinho

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---- Quando o cotidiano se torna protagonista em Edifício Master Davi Citatin   Edifício Master , dirigido por Eduardo Coutinho, é um documentário que parte de uma proposta extremamente simples: registrar os relatos, memórias e vivências de moradores de um mesmo prédio em Copacabana. A ideia possui um potencial interessante, especialmente pela possibilidade de explorar diferentes perspectivas humanas dentro de um mesmo espaço físico. Existe, inclusive, um valor quase sociológico na forma como o filme retrata solidão, rotina, sonhos e frustrações de pessoas comuns. Ainda assim, a expectativa criada em torno da obra acaba não se concretizando completamente. O principal problema do documentário está justamente em sua capacidade de manter o envolvimento do espectador. Apesar de apresentar histórias pessoais que podem impactar emocionalmente algumas pessoas, o filme raramente constrói algo que vá além do relato em si. Não existe uma progressão narrativa clara, um senso de descobert...

Bastardos Inglorios (2009), escrito e dirigido por Quentin Tarantino

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---- Luiza Cardoso Bastardos Inglórios (2009), dirigido por Quentin Tarantino, é um filme de guerra de foge do padrão. Em outros filmes do gênero, o destaque é a coragem, heroísmo e patriotismo. Nesse, o objetivo é mostrar o cinema e o discurso como arma. Na história, eles foram estratégias amplamente ampliada à favor da ideologia nazista, mas, no longa, Tarantino tenta destacar o poder do audiovisual como uma arma de combate, resistência e vingança. Dividido em 5 atos, o filme tem duas histórias principais que se sobrepõem. A primeira, é a de Shosanna (Mélaine Laurant), uma judia que vivia escondida na casa uma família fazendera e francesa, cuja família é assassinada brutalmente a comando de um oficial nazista, Hans Landa (Christoph Waltz). Após a tragédia, a menina se disfarça como proprietária de um cinema, mas acaba se envolvendo com o exército alemão acidentalmente. Ao mesmo tempo, somos introduzidos à um grupo de militares judeus e americanos, encarregados de acabar com os nazist...